Tom de Voz e Linguagem

Roteiro / descrição

Tom de voz é o jeito que a Casa do Gaúcho fala. É o que faz o seguidor ler uma legenda e reconhecer a marca antes mesmo de ver o nome do perfil. Quando está certo, parece natural. Quando está errado, parece propaganda. O tom da Casa do Gaúcho já existe. O Agnaldo constrói ele toda quinzena nas lives, no jeito que cumprimenta cada pessoa pelo nome, nas brincadeiras que faz com quem é cliente antigo, no cuidado com que apresenta cada produto. O trabalho aqui não é inventar uma personalidade nova. É documentar o que já funciona para que qualquer pessoa que produza conteúdo para a marca consiga replicar com fidelidade. --- **Como a marca fala:** A Casa do Gaúcho fala como alguém que conhece muito do que vende e não precisa forçar. É próxima sem ser invasiva, descontraída sem perder seriedade quando o momento pede. Usa termos e expressões gaúchas com naturalidade, não como recurso de marketing, mas porque faz parte de quem são. Fala com orgulho da história, mas sem arrogância. Conta as conquistas como quem divide uma memória boa com um amigo, não como quem quer impressionar. Quando apresenta um produto, explica o porquê antes do quanto. Quando faz uma promoção, é direta sem ser apelativa. O Agnaldo tem um jeito muito característico de se relacionar com os clientes nas lives, trata quem já compra com a intimidade de quem se lembra de quem é cada um. Esse calor precisa existir também no conteúdo escrito e nos roteiros de vídeo. --- **Na prática, o conteúdo da Casa do Gaúcho:** Fala em primeira pessoa quando é voz da marca e em terceira quando está contando a história de um cliente. Usa "a gente" com mais frequência do que "nós". Chama o seguidor de "tu" ou pelo nome quando possível. Não usa termos como "confira", "adquira" ou "não perca essa oportunidade imperdível". Não escreve em caixa alta para chamar atenção. Não termina toda legenda com uma lista de emojis. Quando fala de produto, contextualiza. Não "Bombacha Campeira disponível em várias cores". Mas sim "A Campeira com Elastano é a bombacha que a gente mais se orgulha de fazer. Trinta anos de fabricação própria e o conforto que quem usa uma vez não abre mão." Quando fala de cultura gaúcha, inclui em vez de excluir. Não escreve só para quem frequenta CTG. Escreve para o Gauchão de Apartamento que quer se sentir parte disso também. Quando conta uma história, deixa ela respirar. Não resume demais. Uma boa história tem começo, detalhe no meio e um fechamento que faz sentido. --- **O que evitar:** Linguagem corporativa e distante. Frases genéricas que qualquer loja poderia usar. Excesso de hashtags que parecem desespero por alcance. Tom de urgência forçada em toda promoção. Erros de português que comprometam a credibilidade. Expressões gaúchas usadas de forma errada ou exagerada, que soam artificiais para quem é da cultura. --- **Referência viva do tom:** O próprio Agnaldo nas lives é o maior guia de tom de voz que existe. Antes de publicar qualquer conteúdo, o Jeferson pode se perguntar: o Agnaldo falaria assim? Se a resposta for não, revisa.

Mídias
1 anexo
Trecho da Live de Outono.mp4
Checklist

Checklist

  • Gravar ou transcrever um trecho de live do Agnaldo para usar como referência de tom — Jeferson
  • Listar de 5 a 10 expressões gaúchas que a marca usa naturalmente — Jeferson
  • Listar expressões e formatos que a marca não usa e que devem ser evitados — Jeferson
  • Criar pelo menos 3 exemplos de legenda escrita no tom certo para servir de modelo — Trogo
  • Validar esse card com o Agnaldo antes de começar a produção — Jeferson
Comentários recentes

Jeferson Balbueno · 07 de abr., 11:40

Segue o trecho da live, conforme solicitado. São os 2 minutos iniciais em que o Seu Agnaldo cumprimenta as pessoas que vão entrando na transmissão. Acredito que assistir à live seria uma experiência melhor para entender os termos gaúchos pois muitas das falas têm entonação específica. [Trecho da Live de Outono.mp4](https://trello.com/1/cards/69ca959726799810a5c46752/attachments/69d515fda3bdf6bd184a8e0e/download/Trecho_da_Live_de_Outono.mp4 "‌")

Jeferson Balbueno · 06 de abr., 18:23

Listar de 5 a 10 expressões gaúchas que a marca usa naturalmente — Jeferson O vocabulário gaúcho é bastante amplo e, em alguns aspectos, pode apresentar variações de uma cidade para outra. Mas em linhas gerais, existem palavras que são de uso comum em todo o Estado. Importante pontuar que é normal no Rio Grande do Sul usar o pronome “tu” (segunda pessoa do singular) conjugado como a terceira pessoa do singular. “Tu viu isso?”, “O que tu vai fazer?”, “O que tu acha disso?”, apesar de serem consideradas erradas pela norma culta padrão são formas de expressão aceitas no RS. Seguem algumas palavras e expressões que usamos com naturalidade. Bah - uma interjeição que tem vários significados dependendo da entonação com que é dita. Barbaridade - uma surpresa, mas também dependendo da entonação pode significar uma surpresa negativa. Capaz - “imagina” Tchê - vocativo Entre outras…

Jeferson Balbueno · 06 de abr., 18:06

Listar expressões e formatos que a marca não usa e que devem ser evitados. - Estrangeirismos (olha esse “look”, seja “fashion”) - Gírias urbanas (vibe, sente só) - Gírias de internet (babado, cringe, gag, surtando, flop, etc) - Quaisquer expressões que sejam desrespeitosas com a cultura gaúcha (cosplay de gaúcho, fantasia de gaúcho). **Outro ponto importante:** embora tenhamos identificado o **“gaúcho de apartamento”** como uma das personas do público, **esse termo não deve ser utilizado nas redes sociais da marca**. Apesar de representar um grupo real de consumidores — geralmente urbanos e com bom poder de compra — a expressão ainda pode **soar pejorativa para muitas pessoas**. No imaginário cultural do Rio Grande do Sul, o “gaúcho de apartamento” costuma aparecer como **um tipo de antítese ao gaúcho do campo**. O gaúcho do campo é tradicionalmente associado à vida rural e a atributos como coragem, força e ligação direta com as tradições. Já o “gaúcho de apartamento” costuma ser descrito, de forma crítica, como alguém urbano, com menor vivência dessas tradições e que se aproxima da cultura gaúcha mais por estilo ou identificação cultural do que por experiência direta. Por essa razão, **mesmo reconhecendo esse perfil de consumidor internamente**, é mais adequado **evitar o uso público do termo**, para não transmitir uma ideia de julgamento ou exclusão.

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